Adolescentes com idade acima de 15 anos e adultos que não são alfabetizados poderão aprender a ler e escrever em até 90 dias. A proposta é da Secretaria Municipal de Educação, que vai implantar em 11 escolas municipais o projeto “Alfabetização em três meses”. A partir da próxima segunda-feira (dia 8) até dia 15, as matrículas deverão ser feitas nas próprias escolas que receberão o projeto. As aulas começam também no dia 8.
“Desde 2001, a secretaria procura alternativas para ampliar a alfabetização em Londrina. O Geempa (Grupo de Estudos sobre Educação, Metodologia, Pesquisa e Ação) tem uma metodologia de ensino que possibilita a alfabetização de quase 100% das turmas em três meses. O projeto que será aplicado é piloto e segue os princípios do grupo”, disse hoje (dia 4) a secretária municipal de Educação, Magda Tuma.
As aulas serão ministradas três vezes por semana, das 19h às 22h, para cerca de 300 jovens e adultos – até 24 por turma. As escolas municipais inicialmente beneficiadas são David Dequech (região norte), Eugênio Brugin (região sul), Senador Gaspar Velloso (regiãonorte), Ignez Corso Andreazza (região norte), Moacyr Teixeira (região norte), Nara Manella (região norte), Salim Aborihan (região norte), Professora Mari Carrera Bueno (região oeste), João XXIII (região oeste), Noêmia Garcia Malanga (região oeste) e Zumbi dos Palmares (região sul). “Se o projeto alcançar os resultados esperados, estenderemos para outras escolas”, disse a secretária.
De acordo com Magda Tuma, os docentes que vão ministrar as aulas são orientados para trabalhar com o método do Geempa. “Os professores já têm conhecimento sobre a metodologia, por terem convivido com outros que já utilizaram essa didática no ano passado”, relatou. “Nesses três meses, serão desenvolvidos de forma rigorosa, os princípios metodológicos com as turmas beneficiadas pelo projeto”, completou.
A secretária de Educação disse acreditar que o diferencial da metodologia adotada pelo Geempa é a forma como trabalha com a alfabetização. “Envolve jogos diferenciados e atividades culturais. Além disso, há grande interesse dos alunos e professores”, ressaltou. “Não é ensinado mecanicamente, as turmas fazem uma leitura do mundo.”
Outra medida que será utilizada pelo projeto é a aplicação de uma prova aos alunos antes de ingressarem nas aulas. “Por meio da avaliação, poderemos verificar se o aluno deve mesmo freqüentar esses grupos ou se tem condições de ser encaminhado para salas de educação para adultos – que possuem reforço”, explicou Magda Tuma.
Para se matricular, é preciso apenas ter mais de 15 anos e estar com vontade de aprender. “As salas são fechadas. Ninguém sai nem entra. Deve haver grande comprometimento dos alunos e também dos professores”, destacou a secretária.


