Um amigo muito especial

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A Constituição determina que alunos portadores de deficiência física ou mental têm o direito de estudar em escolas comuns. Ainda assim, muitos pais reclamam que é difícil encontrar vagas para alunos especiais.

Em São Paulo, um menino de oito anos mudou de bairro e, na hora de fazer a matrícula, foi recusado por três escolas. O André é portador de síndrome de down.

Ele está completando oito anos de idade e não pode mais ficar fora da escola. Foi uma luta para a família, mas a história do André acabou virando um exemplo do benefício que todas as crianças podem ter quando a convivência entre as diferenças é estimulada.

Como toda criança, André quer fazer tudo e ao mesmo tempo. Velocípede, futebol e capoeira. É difícil acompanhar seu ritmo. “Ele bem ativo, bem agitado. Ele não é uma criança quietinha. Quando ele está quietinho, é que ele está doente” – contou a mãe do André, a arrumadeira Elizete Lira.

E lá vai ele de novo. Nem o gato escapa.

Desde pequeno tem o acompanhamento da APAE e há 3 anos freqüenta escola regular. A dificuldade na fala não é nenhum impedimento para o menino que adora estudar.

Elizete, mãe de André, trabalha e mora na casa da pedagoga Iza Giavina Bianche. Neste ano, a família mudou de bairro. Na hora de procurar uma escola, a decepção: três instituições particulares se negaram a fazer a matrícula.

Discriminação é crime e foi o que aconteceu no caso do André.Integrar alunos com deficiência física, mental ou motora em escolas regulares, segundo pedagogos e psicólogos, ganham os dois lados: a criança especial e os colegas que aprender a conviver com diferenças e deixam de lado os preconceitos.

“A gente tem de aprender a lidar com todas as diferenças. Todos conseguiram entender que ele é uma criança normal, que pode conversar com todo mundo e não precisa ser excluído” – disse a professora Débora Veneziani.

Recusar a matrícula de um aluno especial sem justificativa é crime. O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê penas de seis meses a dois anos de prisão para quem submete crianças a qualquer tipo de vexame ou de constrangimento.

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