O Ministro da Educação, Cristovam Buarque, pediu aos empresários e às organizações não governamentais (ONGs) envolvidos na idéia da responsabilidade social o engajamento em torno de uma “coalizão” nacional para implantar o que ele chama da “escola ideal” em todos os municípios do país. Para ele, este é um projeto que levará de quinze a vinte anos e depende de um amplo apoio político e social para ser implementado ao longo dos próximos governos, independente dos partidos que cheguem ao poder.
Principal estrela do seminário de responsabilidade social promovido ontem em Porto Alegre pelas empresas Copesul e Azaléia, Buarque também defendeu a formação de “parcerias” entre todos os níveis de governo e as empresas para melhorar os níveis de educação no país. “Elas podem servir para consertar uma escola, para transportar (os alunos)”, exemplificou.
O conceito de “escola ideal” defendido pelo ministro inclui a “motivação, valorização e capacitação” dos professores, a universalização do ensino e a manutenção de 99% dos jovens na escola até a conclusão do ensino médio, além da alfabetização de 20 milhões de adultos e de todas as crianças a partir da quarta série do ensino fundamental que ainda não sabem ler. Prevê ainda a recuperação de prédios, aquisição de equipamentos e bibliotecas.
Até o fim do governo, segundo Buarque, o governo pretende atingir 100% de alfabetização da população. Nos próximos dois a três anos, quer ainda implantar o conceito de escola ideal em 50 a 100 municípios com 30 mil habitantes ou menos. “Temos recursos suficientes para isto”, afirmou.
O assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Oded Grajew, também presente ao seminário, disse que dentro de 60 dias será editada uma cartilha para orientar as comunidades do interior a fiscalizar os orçamentos municipais e evitar o desvio de recursos públicos.
O trabalho vai reunir uma ONG presidida pela primeira-dama Marisa Letícia, o Conselho Federal de Contabilidade e a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).


