Sindicalistas se unem para a erradicação do analfabetismo

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Representantes dos sindicatos da Construção Civil de todo o Brasil, incluindo o Piauí, foram reunidos ao Senado, na última segunda-feira, dia 17, para discutir como participar do esforço do governo para erradicação do analfabetismo. Em Teresina, há pelo menos dois anos, uma iniciativa de alfabetização em canteiros de obras vem mostrando resultados.

O exemplo foi citado na reunião com o Ministro Cristovam Buarque pelo representante do Piauí, Luciano Uchôa, que também propôs que o governo entrasse com a contrapartida no pagamento dos professores envolvidos.

A reunião, coordenada pelos senadores Paulo Octavio (PFL/DF) e Eurípedes Camargo (PT/DF), foi para discutir e apresentar o projeto de lei que institui o Programa de Alfabetização e Cidadania na Empresa (Pace). Pelo projeto, que deverá ser apresentado ao Senado em 30 dias, as empresas de Construção Civil ficam obrigadas a oferecer aulas de alfabetização aos empregados nos canteiros de obra com mais de 100 operários.

De acordo com Luciano Uchôa, o projeto apresentado pelos senadores abria a possibilidade de serem oferecidos aos empresários incentivos fiscais pela alfabetização dos funcionários. Alguns empresários questionaram o número mínimo de operários, sugerindo que não haja estabelecimento de número.

“Eu pedi a palavra e falei da experiência de minha empresa que há dois anos oferece curso de alfabetização aos trabalhadores. Nessa experiência contamos com a supervisão do Sesi (Serviço Social da Indústria), mas a maior parte dos custos fica com a empresa. Baseado nisso, propus que o governo entrasse em contrapartida com o pagamento do professor”, comenta Luciano.

A proposta foi bem aceita pelo Ministro que por outro lado descartou a possibilidade de oferecimento de incentivos fiscais. Luciano Uchôa, como representante do Sindicato e empresário com experiência na alfabetização em canteiros de obras, pretende apresentar em audiência com o governador Wellington Dias um plano para erradicação do analfabetismo nos canteiros de obras.

Segundo Luciano Uchôa, dos cerca de 30 mil trabalhadores da Construção Civil no Estado, entre 50% e 60% são analfabetos ou semi-analfabetos. Para o secretário Estadual de Educação, Antônio José Medeiros, o plano de erradicação do analfabetismo no Estado já conta com a parceria do Sesi e o objetivo é ampliar o número de canteiros de obras que ofereçam espaço físico para a formação de turmas de alfabetização.

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