O crescimento alarmante do consumo de drogas por jovens e adolescentes continua sendo encarado muito mais do ponto de vista do delito, um problema de polícia a ser reprimido, do que como um problema de saúde e educação a ser tratado. Preocupado com a questão, o vereador Plínio Valério (PV) conseguiu a aprovação,na Câmara Municipal de Manaus, do Projeto de Lei nº 069/2002, que institui na rede municipal de ensino público e fundamental, o estudo referente à dependência química e suas conseqüências neuro-psicológicas e sociais.
Caso a Lei seja sancionada pelo Prefeito Alfredo Nascimento, o tema passará a fazer parte do currículo escolar do município, elaborado pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) e aprovado pelo Conselho Municipal de Educação. Plínio Valério entende que o problema da droga é muito grave para ser abordado nas escolas apenas por meio de programas meramente informativos.
Ele defende a necessidade do assunto se tornar matéria a ser estudada ao longo de todo o período letivo. “Essa questão está presente, a todo instante, na porta das escolas e até dentro da sala de aula. É preciso que o assunto seja abordado com quem está envolvido diretamente ou com quem está correndo o risco de se envolver, que é o aluno”, argumentou.
Ele continuou dizendo que “sancionar um projeto desses é, acima de tudo, ajudar a salvar a vida de milhares de jovens que se envolvem com drogas por falta de informações mais concretas sobre as conseqüências do problema.
Ele lembra dos números alarmantes verificados na última pesquisa, realizada em 2000, sobre o uso de drogas entre estudantes da rede pública estadual de ensino. Conforme o levantamento, em sete anos houve um crescimento de 2,48% no número de alunos que confessaram serem consumidores de psicotrópicos, como álcool, cigarro, maconha, medicamentos opióides e solventes, entre outros.
Nos últimos dois anos não existem dados concretos a respeito, mas, considerando o crescente aumento dos casos de violência, por parte de menores e registros feitos por órgãos específicos, não há dúvidas de que a situação está cada vez mais preocupante.


