Amazonas – Parceiros na regionalização

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Junto com as demais secretarias estaduais do governo e com a sociedade em geral, a Secretaria Estadual de Educação e Qualidade de Ensino (Seduc) assinou na tarde da última quarta-feira um protocolo de intenções com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), objetivando um futuro convênio de cooperação técnica e científica.

Na reunião com o diretor do Inpa, José Alves Gomes, a professora Rosane Marques, secretária da Seduc, destacou que os maiores conhecimentos científicos sobre o Estado estão no instituto. “Não podemos desperdiçar esse conhecimento,com ele tão próximo”, disse.

Entre as sugestões de parceria entre as duas instituições, uma já está em andamento, que é o Programa de Regionalização da Merenda Escolar (Preme), projeto proposto pelo governador Eduardo Braga (PPS) e sistematizado sinergicamente pela Seduc com vários parceiros.

José Gomes elogiou a postura sinérgica do governador Eduardo Braga, que na sua opinião, tem tido uma nova ação na área da administração pública. “Tudo que  for demandado pela Seduc, tentaremos corresponder”, ressaltou.

Rosane Marques salientou a importância do Inpa para a valorização das potencialidades regionais de cada município do interior e também como uma instituição protetora na área de patentes.

Segundo José Gomes, o Inpa está repensando a postura que veio tendo até agora em relação à sociedade e às demandas regionais. “Não podemos produzir a ciência pela ciência. A nossa pesquisa e os nossos conhecimentos precisam chegar muito mais rápido ao consumidor final, que é a sociedade em que estamos inseridos”, destacou.

Cardápio

Para a coordenadora de Pesquisas em Ciências da Saúde do Inpa, Lúcia Oyama, que está desenvolvendo o cardápio nutricional para o Preme, a ação entre os vários atores de diferentes institutos está sendo imprescindível para que o projeto de regionalização da merenda escolar tenha sucesso. “Além disso, será o momento oportuno para divulgarmos todo o potencial da nossa biodiversidade, que é riquíssima. Essa ação com os órgãos será fundamental para minimizarmos as carências nutricionais dos estudantes, além de conseguirmos garantir a produção em quantidade suficiente, para atender a demanda da merenda escolar merenda escolar a médio e a longo prazo”, destaca.

No município de Barcelos — eleito como projeto piloto dessa iniciativa —, o governo do Estado, juntamente com a prefeitura, criou a possibilidade de estimular a participação das associações de pequenos produtores agrícolas e promover a introdução de elementos da diversidade regional nos cardápios, além de estimular a produção e a comercialização dos produtos e serviços na própria localidade, promovendo o incremento da economia.

Lúcia Yuyama explica que a elaboração do cardápio é um processo demorado, porque é preciso se realizar o levantamento da vocação do município. “Barcelos tem uma alta produção de caju, que é uma fruta com uma fonte interessante de vitaminas e minerais, além da castanha, que pode ser utilizada como fonte de energia”, disse.

Segundo Lúcia Yuyama, um grupo de pesquisa da instituição realizou pesquisas sobre o nível de nutrição dos pré-escolares em diferentes ecossistemas da região. “Os resultados demonstraram um quadro de desnutrição energético protéico, como a anemia por deficiência de ferro e a falta de vitamina A”, aponta.

A pesquisadora explica que fatores ambientais, sócio-econômicos, cultural, além de infecções e verminoses decorrentes da falta de saneamento básico interagem e levam a esse quadro. “Mas a questão da alimentação é um fator primordial. Nossa saúde depende de uma boa alimentação”, destacou.

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