O objetivo é dotar essas escolas de computadores, desenvolver softwares pedagógicos e treinar professores. A decisão foi tomada pelos ministros Cristovam Buarque e Miro Teixeira.
Cristovam esclareceu que o trabalho será conjunto, mas cada área terá tarefas específicas. Caberá ao Ministério das Comunicações prover a infra-estrutura – promover licitações, adquirir equipamentos e providenciar redes de conexão. O Ministério da Educação terá as atribuições de treinar os professores das escolas públicas que vão receber os computadores e preparar o conteúdo pedagógico. A coordenação, no MEC, ficará a cargo do secretário de Educação a Distância, João Carlos Teatini. Na pasta das Comunicações, o responsável será o assessor especial Márcio Wohlers.
A tarefa, explica o ministro Cristovam Buarque, começa por acabar com a desconfiança dos professores quanto ao uso dos computadores. ‘Sabemos que ainda existem muitas resistências’, salientou o ministro. O projeto inicial do acordo interministerial é levar os recursos da informática às escolas de ensino médio e de alfabetização.
Para que esse novo instrumento tecnológico seja bem recebido nas escolas e possa cumprir sua finalidade na Educação, o MEC promoverá, imediatamente, um programa de treinamento. Na avaliação do ministro, num prazo de um a dois meses os professores já terão informações suficientes para trabalhar. O uso diário dos computadores e da Internet acelerará o aprimoramento do aprendizado.
Segundo Márcio Wohlers, assim quer for concluído o plano de trabalho conjunto, o qual definirá, entre outros itens, os recursos, o número de equipamentos e de redes, o Ministério das Comunicações dará início ao processo de licitação para a compra dos computadores.
O Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações é composto de 1% da receita bruta operacional anual das empresas de telecomunicações.


