Bolsa-Escola para adultos

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A experiência desenvolvida em Belo Horizonte mostra que iniciar um projeto de alfabetização a partir das famílias atendidas pelo programa Bolsa-Escola tem um forte potencial de sucesso. Desde 1997, técnicos do programa da capital mineira assumiram como uma de suas funções seduzir as mães analfabetas ou com baixa escolaridade, com um projeto específico de escolarização. São cerca de 400 pessoas em salas de aula espalhadas por seis regiões da cidade. As mães acabam convidando vizinhas, irmãs e amigas para terem companhia e, com isso, ampliam nossa capacidade de atendimento , diz a coordenadora do projeto, Emilce Soares.

O material utilizado em aula leva em consideração a experiência de vida dos adultos. Receitas culinárias, jornais e encartes promocionais estimulam as mulheres a ler. São materiais com os quais elas lidam diariamente. Nenhum adulto aprende com cartilhas infantis , comenta a alfabetizadora Marli Aparecida Alves Rezende.

Conquistar a cidadania e ser capaz de perceber seus direitos são ideologias que complementam os objetivos do projeto. Por isso, as atividades incluem sessões de teatro e cinema, visitas e museus e discussões políticas. Aos 41 anos, Eva Antônia Viana, mãe de quatro filhos, comemora a primeira experiência profissional. No período de festas de fim de ano, empregou-se temporariamente numa loja de produção de enfeites, fazendo serviços manuais. Foi tão bem que já garantiu sua vaga para o Dia das Mães e o Dia dos Namorados. Ela acha que deve o trabalho ao fato de freqüentar a escola. A gente vai ganhando vivência, malícia, sabendo se relacionar com as pessoas , conta.

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