27/07/2016 Undime

Todas as notícias Categorias

Secretário de SP diz que Base Nacional vai 'restabelecer o federalismo' no País

(Foto: Werther Santana/Estadão)

O secretário estadual da Educação de São Paulo, José Renato Nalini, disse nesta quarta-feira, 27, que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) vai "restabelecer o federalismo" no Brasil. A base estabelece um conteúdo mínimo obrigatório a ser ensinado nas escolas públicas e provadas, que deve abranger 60% da grade programática. Os 40% restantes devem ser completados por eEstados e municípios.

"A BNCC não irá sacrificar uma ideia, que foi aparentemente negligenciada nos últimos anos, que é a fisionomia e a formatação federativa do Brasil", disse Nalini. "Vamos poder incluir nos planos de educação o que é próprio, típico e não pode ser olvidado em determinadas regiões e municípios."

Nesta quarta e quinta-feira, 28, São Paulo realiza seminário com educadores de São Paulo que analisam a segunda versão da BNCC para encaminhar suas sugestões de alteração ao documento. As discussões nos Estados e municípios devem seguir até o fim de agosto, quando as sugestões serão encaminhadas para o Ministério da Educação (MEC). A previsão do ministério é ter uma versão final consolidada até novembro.

A conclusão era prevista inicialmente para o 24 de julho -prazo estabelecido pelo Plano Nacional de Educação(PNE), lei sancionada pela presidente afastada, Dilma Rousseff, em junho de 2014, após aprovação no Congresso Nacional. A base está em sua segunda versão, a primeira foi apresentada em setembro do ano passado e foi elaborada por 116 especialistas. O texto foi alvo de inúmeras críticas, que apontavam sobretudo sua fragilidade e falta de coerência. Uma consulta on-line, aberta pelo MEC, recebeu 12 milhões de contribuições, que levaram à segunda versão.

"A BNCC é um exercício de democracia, todos temos que participar de sua elaboração. Mas a base não termina com a sua elaboração, é aí que ela começa, com o trabalho de implementá-la em todas as escolas", disse o secretário aos professores.

As redes estaduais e municipais terão um prazo para adequar os próprios currículos e livros didáticos. O seminário de discussão em São Paulo conta com a participação de 243 educadores, sendo 14% deles da educação infantil, 42% do ensino fundamental, 32% do médio e 12% analisam os textos introdutórios do documento.

Os professores se reúniram em grupos para discutir os objetivos de aprendizado para cada uma das disciplinas em cada uma das etapas de ensino.

Fonte: Estadão

http://goo.gl/XuTff1

Todas as notícias Todas as categorias