18/07/2016 Undime

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Rio Grande do Norte debate a Base Nacional Comum Curricular em seminário com a participação de 300 pessoas

Na última quinta (14) e sexta-feira (15) a Escola de Governo, localizada no Centro Administrativo do Estado do Rio Grande do Norte, em Natal (RN) foi sede do seminário que debateu a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O evento reuniu 300 participantes, entre professores da educação básica, estudantes do Ensino Médio, especialistas e representantes de instituições ligadas à educação no estado.

Segundo a coordenadora da Comissão Estadual de Mobilização da BNCC no estado, representante da Undime e professora da rede municipal de Natal, Andrea Carla Cunha, 70% do total de inscritos para o seminário são professores. "Nós fizemos os professores acreditarem que a Base pode ser uma realidade no nosso país", afirmou ela.

As atividades começaram com uma mesa redonda na qual participaram representantes do Ministério da Educação, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte para falar sobre as expectativas da segunda versão da Base Nacional Comum Curricular. Em seguida, os participantes receberam orientações sobre como seriam os trabalhos em grupo e, logo depois, partiram para a parte prática de análise do documento. A intenção foi propor alterações, supressões e/ou acréscimos ao texto da segunda versão da Base.

Ainda na visão da representante da Undime na comissão de mobilização da BNCC no estado, o seminário é importante no sentido de fazer com que o professor consiga ver a sua importância no processo de construção desse documento. "Precisamos saber por onde caminhar, para onde, o que é necessário que as crianças aprendam. Precisamos entender de que forma podemos avançar", avaliou Andrea.

A Base representa os direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento da educação básica e está prevista na lei que institui o Plano Nacional de Educação (Lei 13.005/ 2014). De acordo com a legislação, o documento deve ser enviado ao Conselho Nacional de Educação após amplo processo de consulta pública. Na primeira versão, o documento recebeu 12 milhões de contribuições por meio do portal da Base, criado pelo Ministério da Educação (MEC). A segunda versão está sendo discutida nos seminários estaduais que acontecem entre os meses de junho e agosto.

Júlia Siqueira é integrante do Comitê Gestor, grupo formado por representantes do Consed e da Undime que assumiu a responsabilidade de organizar esta etapa de discussão da Base. De acordo com ela, "da primeira para a segunda versão já houve mudanças significativas. O que se está fazendo agora é um olhar mais apurado, de quem está lá na ponta, com os alunos em sala de aula. Esperamos de cada estado um relatório com os pontos de atenção para facilitar a escrita da terceira versão". O comitê gestor dessa etapa será responsável por sistematizar os relatórios estaduais e o distrital para enviar um documento único ao MEC.

A presidenta da Undime RN e Dirigente Municipal de Educação de Ipanguaçu (RN), município a 210 km distante da capital, Jeane Dantas, participou do seminário e ressaltou a importância do evento. "A Base é essencial para a equidade no brasil, mas também é uma ferramenta importante para os Projetos Políticos-Pedagógicos das escolas".

O seminário contou com ampla participação do segmento professores, mas na visão do estudante e represente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Mateus Freitas, ainda falta envolvimento dos estudantes no processo. Para ele, o assunto deve ser debatido nas escolas, seja por meio de assembleias ou reuniões para que a opinião dos estudantes também seja levada em consideração. Mateus aproveitou ainda para ressaltar que, para ele, a Base só será de fato aproveitada se as condições necessárias foram ofertadas. "A desigualdade educacional brasileira é grande e o documento da Base precisa ter uma estrutura adequada para suportar isso. Não há como aplicar os conhecimentos que estão propostos na Base sem ter um laboratório ou uma quadra para que os estudantes consigam explorar o que a base está sendo propondo", lembrou.

Fonte: Undime com a colaboração de Henrique Polidoro/ UnB

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